![]() |
| Frederico Haikal / Hoje em Dia |
O PL impõe a exigência de capacitação, semelhante para a
obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) exigida pelo Departamento
Nacional de Trânsito (Denatran), para a condução de carros, motos e outros
veículos motorizados.
Só estaria autorizado para circular de bicicleta, aquele que
fosse aprovado no curso, de 30 horas, com rendimento e frequência mínima de
75%. A regra valeria para qualquer veículos de propulsão humana, como
bicicleta, handbikes e similares. A capacitação seria voltada para a Legislação
de Trânsito, Primeiros socorros; Segurança no trânsito; e Cidadania.
A proposta esclarece que o curso seria oferecido,
gratuitamente, pela prefeitura, diretamente ou por meio de parcerias e
convênios com entidades sem fins lucrativos. Os aprovados receberão um
certificado e uma carteira de ciclista que ficarão sob responsabilidade e custo
do usuário.
Após a aprovação, a regulamentação caberia à BHTrans, em
conjunto com a Secretária Municipal de Educação. Os custos para implantação
seriam incluídos no orçamento de BH, no ano seguinte à sanção.
No texto, o vereador Nepomuceno justifica a necessidade da
regra, para “equilibrar a relação no trânsito, dando conhecimento das regras de
circulação a todos os envolvidos” e visando a segurança no trânsito, devido ao
aumento de ciclovias e ciclistas na cidade.
“Os motoristas e os motociclistas, para terem o direito de
trafegar com seus veículos nas vias publicas, passam por um processo de
formação nas auto-escolas e são submetidos a aprovação pelo Detran. Já os
ciclistas, que dividem o mesmo espaço no trânsito, nos logradouros públicos,
não recebem qualquer tipo de formação”, afirma no projeto o vereador.
Rejeição
O membro da Associação de Ciclistas Urbanos de Belo
Horizonte (BH em Ciclo) Augusto Schmidt, vê a proposta como absurda. Ele disse
que a entidade é contra o PL e vai lutar para ela não ser aprovada ou
sancionada.
“Andar de bicicleta é tão simples e não precisa de curso. É
bom um certo treinamento, mas é opcional. Essa proposta só vai desincentivar o
uso da bike e, com isso, o uso fica mais perigoso, pois haveria menos ciclistas
na rua”, considerou Schmidt.
Para o membro da BH em Ciclo, a bicicleta não é igual carro.
“Quem causa o perigo nas ruas não é a bicicleta, que é a vítima. O treinamento
é necessário para os motoristas de veículos motorizados, pois os maiores devem
zelar pelos menores”, afirmou Augusto.
Tramitação
A Comissão de Desenvolvimento Econômico, Transporte e
Sistema Viário é a segunda comissão a aprovar o PL. A Comissão de Legislação e
Justiça, que avalia se o que o projeto propõe é constitucional ou não, também
deu parecer favorável à regra.
Ainda resta o projeto tramitar em outras comissões, ser
analisado e votado, em dois turnos, além de redação final, em plenário. Se
aprovado, o PL é enviado para a sanção ou veto da Prefeitura de Belo Horizonte,
que pode recusar a proposta. No entanto, os vereadores podem, depois, derrubar
o veto do prefeito.
Danilo Emerich - Hoje em Dia

.jpg)
Nenhum comentário:
Postar um comentário